quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Forças Especiais estrangeiras na Líbia

Mais de 1500 mercenários afegãos na Líbia

Militares Estrangeios operando na Líbia

Qualquer que compreenda os modus operandi de forças especiais e os interesses da OTAN na Líbia não considerará estas informações impressionantes, porém aqui estão documentadas.


Forças especiais da OTAN na Líbia.




Forças especiais do petroreino de Qatar, ocupando a própria embaixada no dia 22 de Agosto.




Entrevista com interno que fala sobre a situação de Trípoli e sobre a presença de tropas especiais estrangeiras.

sábado, 3 de setembro de 2011

Saif al-Islam pelos subúrbios de Trípoli

Filho de Kadafi está perto de Trípoli

Saif al-Islam tem viajado pelos arredores de Trípoli, reunindo-se com líderes tribais e preparando uma retomada da capital líbia

Saif al-Islam, filho de Muamar Kadafi, tem viajado pelos arredores de Trípoli, reunindo-se com líderes tribais e preparando uma retomada da capital líbia, disse o porta-voz do governo líbio nesta sexta-feira.
Numa conversa telefônica com a Reuters, falando de "um subúrbio ao sul de Trípoli", Moussa Ibrahim disse que o Conselho Nacional de Transição (CNT) não terá condições de governar o país depois de anunciar a tomada da capital, na semana passada, e sugeriu que os governos ocidentais reunidos na França estão participando de uma pantomima para entregar aos rebeldes o dinheiro roubado do povo líbio. Esse dinheiro, disse Moussa, “será a alegria e também a desgraça dos rebeldes, que vão guerrear entre eles porque lutam apenas pelo dinheiro, enquanto nós, o líder Muamar Kadafi e o povo da Líbia lutamos pela nossa terra, pela soberania da nossa nação. Então a nossa luta não termina, está apenas começando”.
Ele também apontou "a ironia" no fato de a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ter se aliado a um combatente islâmico da Al Qaeda, e que agora afirma que estaria no comando militar de Trípoli. “É uma artimanha do imperialismo norte-americano para conflagrar a região, criar uma guerra religiosa, mas também nessa estratégia eles serão derrotados”.
Num tom tranquilo, o porta-voz não quis dizer com precisão onde estava, mas foi um número da Líbia que apareceu no identificador de chamadas do repórter, confirmando as palavras de Moussa Ibrahim.
"Eu me desloco bastante e não tenho conexão à Internet no momento", disse ele. "Na verdade", prosseguiu, "ainda ontem (quinta-feira) estive com o senhor Saif al-Islam ... num trajeto circundando Trípoli pelo sul."
Saif, que estudou em Londres e foi considerado durante anos o herdeiro político e ideológico de Kadafi, se reuniu com líderes tribais e outros apoiadores, para organizar a retomada de Trípoli.
"Ainda estamos muito fortes", afirmou ele, sem dizer tampouco qual era o paradeiro de Kadafi. “Uma revolução libertadora que completou 42 anos, Al Fateh, está no coração do povo, e estamos aguardando apenas o momento ideal para dar uma resposta efetiva aos mercenários e estrangeiros financiados pelo Ocidente que ousaram atacar a Líbia”.

Retirado de: http://www.terceirateoria.blogspot.com/

Esse é seu verdadeiro governo

Texto que aborda algumas instituições ligadas a oligarquia das grandes coporações internacionais, a influência política e o poder da mesma sob os nossos destinos, este que "bastaria" caso se limitasse ao poder econômico das mesmas, porém segundo o autor elas vão muito além, chegando a se organizar nas instituições citadas. Recomenda-se que as mesmas sejam estudadas pelos interessados no assunto, visto que teorias conspiratórias acerca da "Nova Ordem Mundial" e "Illuminatis" só servem afinal para distrair incautos e desviar a atenção da ordem mundial já existente que não precisa de "chips de controle mental" e nem de símbolos satânicos para se manter.

"Esse é seu verdadeiro governo; eles transcendem administrações eleitas, eles permeiam cada partido político, e eles são responsáveis por praticamente cada aspecto do modo de vida do americano ou europeu médio. Quando a "esquerda" está carregando a tocha de duas guerras "neoconservadoras", começando mais uma baseada nas mesmas mentiras, propagandeada pela mesma mídia que falou das armas de destruição em massa iraquianas, o mundo não tem escolha, além de uma profunda dissonância cognitiva, a não ser perceber que há algo errado.

O que há de errado é um sistema completamente controlado por uma oligarquia corporativo-financeira com impérios financeiros, midiáticos e industriais que abarcam o globo. Se nós não mudarmos o fato de que estamos impotentemente dependentes dessas corporações que regulam cada aspecto de nossa nação politicamente, e cada aspecto de nossas vidas pessoalmente, nada mais mudará.

A lista seguinte, ainda que extensa, de longo não é completa. Porém após esses exemplos, um padrão deve ficar autoevidente com os mesmos nomes e corporações sendo listados de novo e de novo. Deve ser autoevidente para os leitores o quão perigosamente pervasivas essas corporações tornaram-se em nossas vidas diárias. Finalmente, deve ser autoevidente o quão necessário é expurgá-las de nossas vidas, nossas comunidades, e finalmente nossas nações, com o máximo de celeridade.

International Crisis Group
www.crisisgroup.org

Background: Enquanto o International Crisis Group (ICG) afirma estar "comprometido com a prevenção e resolução de conflitos fatais", a realidade é que eles estão comprometidos com a oferta de soluções muito bem construídas por antecipação para problemas que eles mesmos criaram de modo a perpetuar a própria agenda corporativa.

Em nenhum outro lugar isso poderia ser melhor ilustrado do que na Tailândia e mais recentemente no Egito. O membro da ICG Kenneth Adelman tem apoiado o ex-primeiro ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, um ex-conselheiro do Grupo Carlyle que estava literalmente em pé diante do Council of Foreign Relations em Nova Iorque quando de sua derrubada do poder em 2006 por um golpe militar. Desde 2006, as intervenções de Thaksin na Tailândia tem sido escoradas por outro membro do Carlyle James Baker e seu escritório de advocacia Baker Botts, pelo conselheiro da Belfer Center Robert Blackwill da Barbour Griffith & Rogers, e agora o escritório de advocacia Amsterdam & Peroff, um importante membro corporativo da Chatham House globalista.

Com a Tailândia agora envolta em caos político liderado por Thaksin Shinawatra e a revolução colorida de seus "camisas vermelhas", a ICG está pronta com "soluções" nas mãos. Essas soluções geralmente envolvam amarrar as mãos do governo tailandês com argumentos de que deter as atividades subversivas de Thaksin equivale a abusos contra os direitos humanos, na esperança de permitir que a revolução financiada pelos globalistas cresça para além de qualquer controle.

Os tumultos no Egito, obviamente, foram comandados completamente pelo membro da ICG Mohamed ElBaradei e seu Movimento da Juventude de 6 de Abril recrutado, financiado e apoiado pelo Departamento Americano de Estado e coordenado por Wael Ghonim da Google. Enquanto os tumultos foram retratados como sendo espontâneos, incitados pelos tumultos tunisianos anteriores, ElBaradei, Ghonim e seu movimento de juventude estavam no Egito desde 2010 reunindo sua "Frente Nacional pela Mudança" e dispondo os fundamentos para o levante de 25 de janeiro de 2011.
George Soros da ICG, então, financiaria ONGs egípcias trabalhando para reescrever a constituição egípcias após ElBaradei ter sido bem-sucedido em remover Hosni Mubarak. Essa constituição financiada por Soros e o governo servil de fachada resultante que ela criaria representa a ICG "resolvendo" a crise que seu próprio ElBaradei ajudou a criar.

Notáveis membros do Conselho da ICG:

George Soros
Kenneth Adelman
Samuel Berger
Wesley Clark
Mohamed ElBaradei
Carla Hills

Notáveis conselheiros da ICG:

Richard Armitage
Zbigniew Brzezinski
Stanley Fischer
Shimon Peres
Surin Pitsuwan
Fidel V. Ramos

Notáveis Apoiadores Financeiros e Corporativos da ICG:

Carnegie Corporation of New York
Hunt Alternatives Fund
Open Society Institute
Rockfeller Brothers Fund
Morgan Stanley
Deutsche Bank Group
Soros Fund Management LLC
McKinsey & Company
Chevron
Shell


Brookings Institute
www.brookings.edu

Background: Dentro da biblioteca do Instituto Brookings você encontrará plantas para praticamente cada conflito no qual o Ocidente esteve envolvido dentro da memória recente. Mais do que isso é que enquanto o público parece pensar que essas crises brotam como incêndios naturais, aquelesq ue seguem os estudos e publicações corporativas financiadas por Brookings veem essas crises vindo com anos de antecedência. Esses são conflitos premeditados e meticulosamente planejados que são acionados para conduzir a soluções premeditadas e meticulosamente planejadas para fazerem prosperar os apoiadores corporativos da Brookings, que são numerosos.
As atuais operações contra o Irã, incluindo as revoluções coloridas apoiadas pelos EUA, terroristas treinados e financiados pelos EUA dentro do Irã, e sanções danosas estão todas dispostas em detalhes excruciantes no relatório do Instituto Brookings "Que Caminho para a Pérsia?". A mais recente resolução 173 do Conselho de Segurança da ONU referente a Líbia misteriosamente assemelha-se ao relatório Brookings de 9 de Março de 2011 escrito por Kenneth Pollack, e entitulado "As Reais Operações Militares na Líbia".

Membros notáveis do Conselho da Brookings:

Dominic Barton - McKinsey & Company, Inc
Alan R. Ratkin - Eton Park Capital Management
Richard C. Blum - Blum Capital Partners, LP
Abby Joseph Cohen - Goldman Sachs & Co.
Suzanne Nora Johnson: Goldman Sachs Group, Inc
Richard A. Kimball Jr. - Goldman Sachs & Co.
Tracy R. Wolstencroft - Goldman Sachs & Co.
Paul Desmarais Jr. - Power Corporation of Canada
Kenneth M. Duberstein - The Duberstein Group, Inc.
Benjamin R. Jacobs - The JBG Companies
Nemir Kirdar - Investcorp
Klaus Kleinfeld - Alcoa, Inc
Philip H. Knight - Nike, Inc.
David M. Rubenstein - Co-Fundador do Grupo Carlyle
Sheryl K. Sandberg - Facebook
Larry D. Thompson - PepsiCo, Inc.
Michael L. Tipsord - State Farm Insurance Companies
Andrew H. Tisch - Loews Corporation

Alguns Especialistas do Instituto Brookings:

Kenneth Pollack
Daniel L. Byman
Martin Indyk
Suzanne Maloney
Michael E. O'Hanlon
Bruce Riedel
Shadi Hamid

Notáveis apoiadores Financeiros e Corporativos da Brookings

Fundações & Governos:

Ford Foundation
Bill & Melinda Gates Foundation
The Rockefeller Foundation
Governo dos Emirados Árabes Unidos
Carnegie Corporation de Nova Iorque
Rockefeller Brothers Fund

Bancos & Finanças

Bank of America
Citigroup, Inc.
Goldman Sachs
H&R Block
Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Jacob Rothschild
Nathaniel Rothschild
Standard Chartered Bank
Temasek Holdings Limited
Visa Inc.

Petróleo:

Exxon Mobil Corporation
Chevron
Shell Oil Company

Complexo Militar Industrial & Indústrias:

Daimler
General Dynamics Corporation
Lockheed Martin Corporation
Northrop Grumman Corporation
Siemens Corporation
The Boeing Company
General Electric Company
Westinghouse Electric Corporation
Raytheon Co.
Hitachi, Ltd.
Toyota

Telecomunicações & Tecnologia:

AT&T
Google Corporation
Hewlett-Packard
Microsoft Corporation
Panasonic Corporation
Verizon Communications
Xerox Corporation
Skype

Mídia & Administração de Percepção:

McKinsey & Company, Inc.
News Corporation (Fox News)

Bens de Consumo & Indústria Farmacêutica

GlaxoSmithKline
Target
PepsiCo, Inc.
The Coca-Cola Company


Council on Foreign Relations
www.cfr.org

Background e Membros Notáveis: Uma melhor pergunta seria, quem não está no Conselho de Relações Estrangeiras? Praticamente cada político carreirista, seus conselheiros, e aqueles povoando os conselhos das 500 empresas mais ricas do mundo são membros do CFR. Muitos dos livros, artigos de revistas, e colunas de jornal que lemos são escritas por membros do CFR, junto com relatórios, similares ao do Instituto Brookings que ditam, verbatim, a legislação que acaba aparecendo diante dos legisladores ocidentais.

Um bom exemplo das alas mais ativas da CFR pode ser melhor ilustrada na farsa do ano passado da "Mesquita do Marco Zero", onde membros da CFR tanto da direita política americana como da esquerda fingiram um acalorado debate sobre a chamada Cordoba House da cidade de Nova Iorque próxima aos três prédios destruídos do World Trade Center. Na realidade, a Cordoba House foi estabelecida por outro membro da CFR Feisal Abdul Rauf, que por sua vez foi financiado por braços financeiros da CFR incluindo a Carnegie Corporation of New York, pelo chefe da Comissão do 11 de Setembro Thomans Kean, e por várias fundações Rockefeller.

Notável apoio corporativo do CFR

Banco & Finanças

Bank of America Merrill Lynch
Goldman Sachs Group, Inc.
JP Morgan Chase & Co
American Express
Barclays Capital
Citigroup, Inc.
Morgan Stanley
Blackstone Group L.P.
Deutsche Bank AG
New York Life International, Inc.
Prudential Financial
Standard & Poor's
Rothschild North America, Inc.
Visa, Inc.
Soros Fund Management
Standard Chartered Bank
Bank of New York Mellon Corporation
Veritas Capital LLC
Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Moody's Investors Service

Petróleo

Chevron Corporation
Exxon Mobil Corporation
BP p.l.c.
Shell Oil Company
Hess Corporation
ConocoPhillips Company
TOTAL S.A.
Marathon Oil Company
Aramco Services Company

Complexo Militar Industrial & Indústrias

Lockheed Martin Corporation
Airbus Americas, Inc.
Boeing Company
DynCorp International
General Electric Company
Northrop Grumman
Raytheon Company
Hitachi, Ltd.
Caterpillar
BASF Corporation
Alcoa, Inc.

Relações Públicas, Lobbyistas & Escritórios de Advocacia

McKinsey & Company, Inc.
Omnicom Group Inc.
BGR Group

Mídia Corporativa & Editoriais

Bloomberg
Economist Intelligence Unit
News Corporation (Fox News)
Thomson Reuters
Time Warner Inc.
McGraw-Hill Companies

Bens de Consumo

Walmart
Nike, Inc.
Coca-Cola Company
PepsiCo, Inc.
HP
Toyota Motor North American, Inc.
Volkswagen Group of American, Inc.
De Beers

Telecomunicações & Tecnologia

AT&T
Google, Inc.
IBM Corporation
Microsoft Corporation
Sony Corporation of America
Xerox Corporation
Verizon Communications

Indústria Farmacêutica

GlaxoSmithKline
Merck & Co., Inc.
Pfizer Inc.


The Chatham House
www.chathamhouse.org.uk

Background & Membros: A Chatham House britânica, como o CFR e o Instituto Brookings nos EUA, possui um longa lista de membros e está envolvida no planejamento coordenado, na administração de percepção, e na execução da agenda coletiva de seus membros corporativos.

Membros individuais populando seu comitê sênior de conselheiros consistem de fundadores, CEOs, e presidentes dos membros corporativos da Chatham House. Os "especialistas" da Chatham são geralmente selecionados no mundo acadêmico e suas "publicações recentes" são geralmente usadas internamente bem como publicadas através da extensa lista de corporações midiáticas que são membros do grupo, bem como através de publicações industriais e médicas. Que os "especialistas" da Chatham House estão contribuindo com artigos para publicações médicas é particularmente alarmante considerando que a GlaxoSmithKline e a Merck são ambas membros corporativos da Chatham House.

Nenhum exemplo melhor desse incrível conflito de interesses pode ser dado do que na atual "revolução colorida" na Tailândia sendo liderada pela firma Amsterdam & Peroff da Chatham House com apoio consistente de outros membros corporativos incluindo o The Economist, o The Telegraph e a BBC.

Em um caso, o The Telegraph publicou, "Protestos tailandeses - análise por Dr. Gareth Price e Rosheen Kabraji", dentro do qual Price e Kabraji fazem uma tentativa desavergonhada de defender os violentos protestos de orientação maoísta financiados pelo Ocidente. Enquanto o The Telegraph menciona que Price e Kabraji são ambos analistas para a Chatham House, eles foram incapazes de dizer aos leitores que o próprio The Telegraph permanece sendo membro corporativo dentro da Chatham House bem como também o é principal lobbyista dos protestos tailandeses, Robert Amsterdam e sua firma lobbyista Amsterdam & Peroff.

Notáveis membros corporativos principais da Chatham House

Amsterdam & Peroff
BBC
Bloomberg
Coca-Cola Great Britain
Economist
GlaxoSmithKline
Goldman Sachs International
HSBC Holdings p.l.c.
Lockheed Martin UK
Merck & Co Inc.
Mitsubishi Corporation
Morgan Stanley
Royal Bank of Scotland
Saudi Petroleum Overseas Ltd
Standard Bank London Limited
Standard Chartered Bank
Tesco
Thomson Reuter
United States of America Embassy
Vodafone Group

Outros membros corporativos da Chatham House

Amnesty International
BASF
Boeing UK
CBS News
Daily Mail and General Trust p.l.c.
De Beers Group Services UK Ltd
G3 Good Governance Group
Google
Guardian
Hess Ltd
Lloyd's of London
McGraw-Hill Companies
Prudential p.l.c.
Telegraph Media Group
Times Newspapers Ltd
World Bank Group

Notáveis parceiros corporativos da Chatham House

British Petroleum
Chevron Ltd
Deutsche Bank
Exxon Mobil Corporation
Royal Dutch Shell
Statoil
Toshiba Corporation
Total Holdings UK Ltd
Unilever p.l.c.

Conclusão

Essas organizações representam os interesses coletivos das maiores corporações do planeta. Elas não apenas possuem exércitos de especialistas e pesquisadores para articular sua agenda e formar consenso internamento, como também usam seu acúmulo maciço de influência indevida na mídia, na indústria, e nas finanças para manufaturar um consenso internacional que sirva aos próprios interesses.

Crer que essa oligarquia corporativo-financeira sujeitaria sua agenda e destino aos desejos ds massas votantes é ingênuo na melhor das hipóteses. Eles tem garantido cuidadosamente que não importa quem chegue ao poder, em qualquer país, as armas, o petróleo, a riqueza e o poder continuam fluindo perpetuamente para suas mãos. Nada indica essa realidade parcamente oculta melhor do que um "liberal" portador do Prêmio Nobel da Paz, devidamente impulsionando para frente uma miríade de guerras "neoconservadoras", e começando mais uma guerra na Líbia.

Do mesmo modo, não importa quão sangrenta sua revolução seja, se a equação acima permanecer imutável, e as bases corporativas intocáveis, nada a não ser as mudanças mais superficiais terão sido feitas, e como no caso do Egito com o títere da ICG Mohamed ElBaradei trilhando seu caminho até o poder, as coisas podem ficar substancialmente piores.

A verdadeira revolução começara quando nós identificarmos a equação acima como os verdadeiros detentores do poder e quando nós começarmos sistematicamente a remover nossa dependência sobre eles, e sua influência sobre nós de nossas vidas diárias. A oligarquia global corporativo-financeira precisa de nós, nós não precisamos deles, independência deles é a chave para nossa liberdade."

de Tony Cartalucci

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Problemas da Democracia: Os senhores do Sufrágio, Konstantin P. Pobedonostsev


[RP: O texto é uma análise essencialmente política e quando se refere à "Democracia" se refere à democracia liberal ou burguesa]"(...) a nova democracia agora aspira ao sufrágio universal - um erro fatal, e um dos mais notáveis ​​na história da humanidade. Por este meio, o poder político tão apaixonadamente exigidos pela democracia seria quebrado em um número pequnissimas partes, das quais cada cidadão adquire uma. O que ele vai fazer com isso, então? Como ele irá empregá-lo? Na prática, sem dúvida, tem sido demonstrado que para a consecução deste objetivo a Democracia viola sua fórmula sagrada de "Liberdade é indissoluvelmente ligada com a Igualdade". Essa distribuição aparentemente igual de "liberdade" entre todos envolve a destruição total de igualdade. [RP: O autor quer dizer que daí surge uma desigualdade de poder, votantes e controladores de votos.] Cada voto, o que representa um fragmento inconsiderável de poder, por si só não significa nada; somente uma agregação de votos tem um valor relativo. O resultado pode ser comparado com uma empresa divida entre acionistas. Por si mesmos indivíduos são ineficazes, mas aquele que controla um número dessas forças fragmentárias é o mestre de todo o poder, e dirige todas as decisões e disposições. Podemos muito bem perguntar em que consiste a superioridade da Democracia. Em todos os lugares o homem mais forte se torna senhor do Estado, às vezes um general afortunado e resoluto, às vezes um monarca ou o administrador com conhecimento, destreza, um plano claro de ação e uma vontade determinada. Em uma democracia, os verdadeiros governantes são os manipuladores hábeis de votos, com seus lugares tenentes, os mecânicos que podem tão habilmente operar as molas ocultas que movem os bonecos na arena das eleições democráticas. [RP: Podemos ver no nosso sistema que não é qualquer um que pode adquirir poder político, se candidatar a um cargo público. Eleições movimentam milhões em publicidade e os que tem dinheiro podem facilmente manipular resultados, investido subornos, publicidade e compra de imprensa.] Homens desse tipo sempre possuem discursos prontos enaltecendo a igualdade em voz alta, mas, na realidade, eles governam o povo como qualquer déspota ou ditador militar. A extensão do direito de participar nas eleições é considerado como progresso e como a conquista da liberdade por teóricos da democracia, que defendem que quanto mais numerosos os participantes nos direitos políticos, maior é a probabilidade de que todos irão empregar este direito no interesse da o bem-estar público e para o aumento da liberdade do povo. A experiência prova uma coisa muito diferente. A história da humanidade é testemunha de que as reformas mais necessárias e frutíferas - as medidas mais duráveis ​​- emanou da vontade suprema de estadistas, ou de uma minoria iluminada pelas idéias nobres e um profundo conhecimento, e, ao contrário, a extensão do princípio representativo é acompanhado por uma degradação das idéias políticas e a vulgarização de opiniões na massa dos eleitores. [RP: A maioria dos eleitores sequer aderem a esta ou aquela facção por opinião política formulada pela reflexão mas sim por um emaranhado de ideias e preconceitos, como o cidadão de classe média alta que vota em siglas que considera "mais refinadas do que o povão".] (...) Mas para uma mente imparcial, tudo isso nada mais é que uma luta de partidos e um embaralhar de números e nomes. Os eleitores, por si unidades desprezíveis, adquirem um valor em mãos de agentes hábeis. Este valor é conseguido por muitos meios - principalmente por suborno em inumeráveis ​​formas, a partir de doações de dinheiro e artigos insignificantes, com a distribuição de lugares nos serviços, nos departamentos financeiros e da administração. [RP: A distribuição de favores é uma coisa extremamente natural nesse tipo de conflito, sendo praticamente inerente a democracia liberal.] (...) Organização e suborno - estes são os dois instrumentos poderosos que são empregados com sucesso como para a manipulação da massa de eleitores. Tais métodos não são de maneira alguma novos. Tucídides descreve em cores vívidas o seu emprego em antigas repúblicas da Grécia. A história da República Romana apresenta exemplos monstruosos de corrupção como o principal instrumento de facções nas eleições. Mas em nossos tempos um novo meio foi encontrado de trabalhar as massas para fins políticos, e juntá-las em alianças acidentais provocando uma comunidade fictícia de pontos de vista[RP: Grupos de eleitores não são grupos sociais sólidamente estabelecidos, corporação, e sim uma frágil e passageira coletividade de átomos, o que retira a legitimidade do grupo de votos como "vontade única".] . Esta é a arte de generalização rápida e ágil de idéias, a composição de fórmulas e frases de efeito, divulgada com a confiança de uma poderosa convicção como última palavra da ciência, como dogmas de 'politicologia', como apreciações infalíveis dos eventos, dos homens e das instituições. Houve um tempo em que acreditava-se que a faculdade de analisar fatos e deduzir princípios gerais era privilégio de algumas mentes iluminadas e profundos pensadores, agora é considerado uma conquista universal, e, sob o nome de convicções, as generalidades da ciência política tornaram-se uma espécie de moeda corrente cunhada por jornais e demagogos. A faculdade de apreensão e assimilação da fé nessas idéias abstratas se espalhou entre a massa, e tornou-se infecciosa, mais especialmente para os homens insuficientemente ou superficialmente educados, que constituem a grande maioria em toda parte. Esta tendência das pessoas é explorada com sucesso por políticos que buscam o poder, a arte de criar generalidades serve para eles como um instrumento muito conveniente. Toda dedução é pelo caminho da abstração, a partir de uma série de fatos o imaterial é eliminado, os elementos essenciais recolhidos, classificados e fórmulas gerais deduzidas. É claro que a justiça e o valor destas fórmulas dependem de como muitas das premissas são essenciais e de quantos desses eliminados são irrelevantes. A velocidade e a facilidade com que se chegam a conclusões abstratas que são explicadas pelos métodos inceremoniosos observado neste processo de seleção de fatos relevantes e em seu tratamento. Daí o grande sucesso de oradores e os efeitos extraordinários das abstrações que lançaram para o povo. A multidão é facilmente atraída por lugares comuns e generalidades investidas em frases sonoras, mas não se importa com as provas que são inacessíveis a ela; assim é formada a unanimidade de pensamento, uma unanimidade fictícia e visionária, mas em suas conseqüências reais o suficiente. Essa é a chamada 'voz do povo', com o pingente, a 'voz de Deus'."

Konstantin P. Pobedonostsev(1827-1907), "The New Democracy", em "Reflections of a Russian statesman" , Grant Richards, London, 1898, pgs. 27-31.

Trecho da obra "Reflexões de um Estadista Russo", de Konstantin P. Pobedonostsev(1827-1907), conservador russo, instrutor de três czares(entre eles Alexandre III e Nicolau II), ideólogo do czarismo, jurista, Procurador Chefe do Santo Sinodo e "eminência parda" do regime imperial.