terça-feira, 4 de setembro de 2012

A virtude como esforço

"Os Deuses não concederam aos homens nenhuma das cousas belas e boas sem fadiga e estudos; mas se quizeres que os Deuses te sejam benévolos, deves venerá-los; se quizeres ser amado pelos amigos, deves beneficiá-los: se almejares ser honrado por uma cidade, deves ser-lhe útil; se aspirares a ser admirado por toda a Grécia, deves esforçar-te em fazer-lhe bem; se quiseres que a terra não te seja ávara em frutos, deves cultivá-la; se ambicionares enriquecer-te com o gado, deves cuidar dêle; se desejares fazer-te grande na guerra, libertar os amigos e apoderar-te dos inimigos, deves aprender as artes da guerra com quem as sabe e exercitar-te na maneira de empregá-las; se desejares ter um corpo forte, deves habituá-lo a obedecer à mente e exercitá-lo com fadigas e suores. " (Fragmento 2 de as Horas, relato de Hércules na encruzilhada, em Xenofonte, Memor, II, 1, 28, conforme citado em MONDOLFO, "O Pensamento Antigo", Editora Mestre Jou, São Paulo, 1964, pg. 147)

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