quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Igualitarismo e a falácia do taxista cubano

"Em Cuba existe gente formada em física que trabalha de taxista." 

Tal frase foi usada como argumento para atacar o que foi chamado de "igualitarismo". Pode impressionar alguns leigos, porém mostra sua fraqueza para aqueles mais atentos. O argumento, idealista, formula um conceito ideal de "igualitarismo" que só existe num plano abstrato para depois projeta-lo na realidade através de um fato aleatório. Se em Cuba o sujeito se forma em física e acaba dirigindo um táxi, não é por Cuba ser um "despotismo igualitário"(segundo os termos do Tocqueville) que não oferece oportunidade etc etc, e sim porque Cuba lida com o problema prático e concreto de uma sociedade que consegue dar diploma universitário para a maioria dos seus cidadãos, porém continua precisando de taxistas - ou melhor dizendo, precisa mais do que nunca nessa época em que o turismo é tão importante para a ilha. Não se trata somente de Cuba ter ou não cargos disponíveis para os universitários (o que também ocorre), se trata do fato da ilha continuar precisando dos trabalhos que não precisam de diploma universitário, não é a toa que, devido a necessidade de lixeiros, jovens tenham que fazer um período de trabalho compulsório como uma espécie de "serviço militar social", assim como as organizações de massa (Juventude Comunista, Federação das Mulheres, Sindicatos, etc) e os comitês de bairro podem se mobilizar para realizar essas tarefas.

É claro que é possível fazer uma discussão sobre igualitarismo e igualdade em Cuba, mas não é esse o caso. Essa é só mais uma das milhares de tentativas de denigrir o comunismo custe o que custar, tirando argumentos do além.



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