sábado, 15 de junho de 2013

Pérolas intelectuais na onda de protestos

A história é uma das principais provas intelectuais no que diz respeito a posicionamento político-ideológico. Com esses movimentos recentes de protestos, se manifestam incríveis pérolas ideológicas:

- "Libertários"/"anarco-capitalistas" apoiam a repressão das manifestações, geralmente com referência ao fechamento das vias públicas e danos a propriedade privada. Reconhecem, então, a necessidade da polícia e do Estado para defender a propriedade privada? É claro que a maioria dos mentecaptos diria que a segurança no seu paraíso seria privada... Uma luta de despotismos nessa anarquia capitalista: os "baderneiros" de um lado e o endinheirado decidindo usar sua guarda pessoal para reprimi-los do outro. Organizam uma "manifestação alternativa" ("sem baderna!") por mera infantilidade  e pra mostrar que são os bonzinho, sempre com preconceito em relação as massas da manifestação principal, com os "baderneiros"(e nem seus colegas coxinhas compram mais essa).

- Paranóia petista, um movimento que está há anos desafiando o PSDB nas ruas e que está sendo duramente reprimido pelo governo deste partido se torna uma manobra política do mesmo. Estão falando igualzinho o Alckimin: "esses protestos tem conteúdo político"(hahahahaha, sério?). Apelam para falácias absurdas do tipo "não tem nenhum negro e nenhum trabalhador".

- O "marxismo governista": figuras como Haddad e Orlando Silva criticam o caráter "ultra-esquerdista" ou "esquerdista infantil" do movimento, deslegitimando o mesmo apesar de ser um clamor popular e justificando implicitamente a repressão policial.

- O "ativista cool", os pequeno-burgueses por excelência, defensores da "liberdade e da democracia", amante da paz e "indignados"/impressionados com a repressão policial (como quem está decepcionado, a polícia não está fazendo um "bom SERVIÇO", "que horror!" como diriam as senhoras ricas que não sabem que a PM é assim mesmo) .  Não entendem que a manifestação é uma forma de pressão política. Representantes da sociedade do espetáculo, pensam que a manifestação é um produto midiático que deve ter uma "boa imagem" capaz de causar um suposto constrangimento público às autoridades devido a "superioridade moral" dos manifestantes. Sendo assim, é "tudo culpa desse pessoal querendo causar" que joga pedra na polícia se o jornal da noite não mostra o protesto que nem nas fantasias deles (noções distorcidas de manifestações do passado). Dentre outras manifestações de ingenuidade  política, incluí-se um total desligamento cognitivo em relação ao caráter do conflito, sendo assim chegam a cometer absurdos como devolver o cacetete à um policial que caiu de moto. Estão mais preocupados em projetar o seu "protesto ideal" para acusar os "baderneiros" de "estragar tudo" do que com a política real em torno dos confrontos.

Um comentário:

  1. Gostaria que você comentasse lá no site do Luciano Ayan sobre esse artigo:

    http://lucianoayan.com/2013/06/16/alguns-frames-a-respeito-dos-atos-terroristas-do-mpl-em-sao-paulo-e-a-brilhante-atuacao-da-pm-na-repressao-a-marginais-da-esquerda/

    Gostaria que você comentasse lá no site do Luciano. Suas ideias contra as ideias do Luciano.

    Seria interessante.

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