terça-feira, 2 de julho de 2013

Al Qaeda, terrorismo e insurgência



"Um ponto chave constantemente perdido pelos analistas ocidentais é que Bin Laden e seus colegas nunca pretenderam criar uma organização terrorista; eles pretendiam criar uma organização insurgente que poderia absorver retaliações substanciais de inimigos sempre muito mais poderosos e perseverar.

É uma organização insurgente ou um grupo terrorista? Isso não é só uma questão de semântica mas sim a representação de uma diferença fundamental. Grupos terroristas são pequenos; obsessivamente secretos; miram publicidade, não vitória; constituem um incomodo letal, não uma ameaça a segurança nacional do estado-nação; e são sujeitos a derrota por decapitação ou atrito. Grupos insurgentes, por outro lado, equilibram a necessidade de discrição com a necessidade de propaganda; foca na vitória e define o que ela constitui; apresenta ameaça genuína a segurança do estado-nação; e coloca tanto esforço nos planos de sucessão que nem decapitação e nem atrito são apropriados. Bin Laden também trouxe uma nova dimensão a insurgência. Enquanto historicamente a maioria das insurgências são específicas a estados-nação, al-Qaeda é a primeira a ter substancial presença internacional." (SCHUER, Michael in "Osama Bin Laden", Oxford University Press, New York, 2011, pgs. 72-73)



Nenhum comentário:

Postar um comentário